By Dr. Felipe Amoedo | 11/06/2023
Curvatura Peniana Congênita

Eu sou o Felipe Amoedo, médico urologista e andrologista em Salvador (BA), e hoje gostaria de conversar com vocês sobre Curvatura peniana congênita (CPC).
Curvatura peniana congênita (CPC) é caracterizada por uma curvatura do pênis ereto, mais comumente na direção ventral e/ou lateral.
Pode ser erroneamente considerado como Doença de Peyronie (DP) devido às manifestações físicas semelhantes, mas a etiologia e a fisiopatologia são diferentes. A CPC é resultado do desenvolvimento anormal da túnica albugínea dos corpos cavernosos, comprimento corporal desproporcional e aumento da elasticidade da túnica.
Embora a CPC possa estar raramente associada a malformações da placa uretral, como hipospádia, a manifestação clínica típica se apresenta como uma curvatura peniana isolada, que geralmente ocorre ventralmente, com meato ortotópico. As potenciais causas de CPC na ausência de hipospádia incluem comprimento corporal assimétrico (desproporção corporal), fibrose de Dartos ou fáscia de Buck, e até mesmo uma uretra congenitamente encurtada.

A CPC tende a se apresentar no final da adolescência ou início da vida adulta, quando os pacientes passam a estar preocupados com os aspectos estéticos ou funcionais de seu pênis. A incidência relatada de 0,5 a 10% é provavelmente subestimada, pois muitos casos não são reconhecidos até que sejam encontradas limitações funcionais durante a tentativa de atividade sexual. Pacientes com CPC costumam ter um falo longo com excelente elasticidade, e a curvatura tende a ser mais gradual. No entanto, a gravidade e a direção da curvatura podem variar e impossibilitar a relação sexual. Muitos estudos relataram que pacientes com curvatura de 30° ou mais eventualmente irão procurar tratamento.
A correção cirúrgica da CPC é o tratamento padrão-ouro em pacientes afetados. Várias técnicas cirúrgicas têm sido relatadas para o tratamento da CPC, não havendo estudos que comparem essas técnicas entre si. O tratamento cirúrgico para correção da curvatura peniana, em geral, pode ser dividido em três tipos principais de procedimentos:
1- Técnicas de plicatura (corporoplastia excisional, corporoplastia incisional ou apenas plicatura);

2- Técnicas de enxertia (túnica total ou parcial / excisão da placa, ou incisão da túnica/placa, seguida de enxerto do defeito da túnica albugínea);

3- Correção da curvatura com implante de prótese peniana (IPP) simultâneo em pacientes com disfunção erétil refratária ao tratamento medicamentoso.

Existem várias técnicas cirúrgicas para cada um desses tipos de procedimentos. As técnicas de enxerto, com preservação de comprimento, bem como IPP, geralmente usadas na DP, não são comumente usadas no reparo da CPC, pois pacientes com CPC tendem a ter comprimento peniano acima da média e função erétil preservada.
Os índices de sucesso e satisfação no tratamento cirúrgico são elevados, entre 75 e 100%, e a necessidade de re-operação é em torno de 5%. Complicações são raras, sendo as mais frequentemente relatadas: hematomas, parestesia temporária da glande, disfunção erétil e recorrência da curvatura. Sensação de encurtamento peniano é relatada em 20% dos pacientes submetidos a procedimentos de plicatura.
As vantagens e desvantagens de cada método, bem como as possíveis complicações associadas, variam e devem ser discutidas com o paciente no pré-operatório, a fim de alinhar adequadamente as expectativas do paciente e aumentar os índices de satisfação. A experiência pessoal do cirurgião com uma técnica específica tem um papel importante na escolha do tratamento, bem como nos resultados pós-operatórios.
Dr. Felipe Amoedo – Urologista e Andrologista Salvador Bahia atendimento em CEMED HSR Ondina , Hospital São Rafael, Núcleo Oscar Freire – NOF, Uro+ Urologia | Centro Médico Hospital Aliança
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Fonte: Sokolakis, I. Current trends in the surgical treatment of congenital penile curvature.
IJIR: Your Sexual Medicine Journal https://doi.org/10.1038/s41443-019-0177-0
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